"Hoje aconteceu um daqueles momentos em que tudo muda, uma coisa é pensarmos que algo existe, termos os cálculos matemáticos a demonstrar que há um buraco negro, mas hoje provámos que eles existem porque vimos", disse Carlos Moedas, após uma conferência de imprensa em que foi divulgada a primeira fotografia alguma vez tirada a um buraco negro.

"É um momento que ficará para a história da Europa, um dia emocional porque nunca tivemos um momento como este, em que os cientistas europeus mostraram liderança no mundo", disse ainda.

Moedas salientou que a União Europeia (UE) contribuiu para este projeto mundial com 44 milhões de euros, tendo inclusivamente financiado a construção da rede de oito radiotelescópios espalhados pelo mundo utilizada para a captação da fotografia.

"Estamos orgulhosos da Europa, temos a melhor ciência, os melhores cientistas", referiu também o comissário, acrescentando que se conseguiu, pela primeira vez "tirar uma fotografia de um conceito que um homem, Albert Einstein, criou há cem anos".

"A partir daqui teremos telescópios quânticos, computadores quânticos, vamos descobrir curas para doenças, olhar para as ciências de maneiras diferentes", disse Carlos Moedas sobre a mudança científica hoje anunciada.

Sobre a fotografia do buraco negro, Carlos Moedas disse que "é como estar a fotografar uma laranja na lua: olhamos para a lua e há uma laranja que lá está e estamos a fotografá-la, o que parece impossível".

Para o conseguir, a rede de telescópios ‘Event Horizon Telescope’ produziu dados que "vieram de todos os lados", num projeto mundial de que a União Europeia tem sido o motor, afirmou o comissário.

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