A diretiva financeira de 2021, que vai entrar em vigor no sábado, estabelece a comparticipação do Estado às despesas resultantes das intervenções dos corpos de bombeiros no âmbito dos dispositivos permanentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), designadamente o Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro (DIOPS), Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e Dispositivo Conjunto de Proteção e Socorro na Serra da Estrela (DICSE).

Além do aumento do valor diário que cada bombeiro voluntário vai receber, de 54 para 57 euros, este ano vão também ser aumentados os montantes a comparticipar com a alimentação do pessoal dos corpos de bombeiros, refere a diretiva financeira, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o documento, as corporações de bombeiros vão receber 8,75 euros por cada almoço ou jantar, mais 50 cêntimos do que em 2020, enquanto os reforços do pequeno-almoço e lanche vão ser pagos a 2,50, mais 10 cêntimos.

A diretiva, assinada pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, inclui também as despesas dos bombeiros voluntários com materiais e equipamentos, combustíveis e reposições e reparações de veículos.

A diretiva financeira entra em vigou no dia em que os meios de combate a incêndios rurais vão ser reforçados, passando a estar no terreno a partir de sábado 8.537 operacionais que integram as 1.966 equipas, 1.940 viaturas e até 37 meios aéreos.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para este ano, indica que, entre sábado e 31 de maio, o reforço de meios se situa no “nível II”, o primeiro aumento adicional do ano.

Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados em 01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor 12.058 operacionais, 2.795 equipas, 2.656 veículos e 60 meios aéreos.

Este ano o DECIR conta, entre julho e setembro, com mais 200 operacionais do que em 2020.

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