Em comunicado, a Força Aérea Portuguesa (FAP) avança que adquiriu 12 sistemas de aeronaves não tripuladas (‘drones’) para reforçar a capacidade de vigilância aérea e deteção de incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em Portugal (DECIR).com capacidade de descolagem e aterragem à vertical

Segundo a FAP, atualmente estão a operar seis aeronaves de asa fixa e duas com capacidade de descolagem e aterragem à vertical estão em fase de testes e qualificação, aguardando a Força Aérea a entrega pelo fabricante dos restantes quatro ‘drones’.

A FAP indica que atualmente a vigilância com recurso a este tipo de aparelhos cobre as regiões norte, centro e sul do país, através de três bases de operação, tendo sido já realizadas cerca de 100 horas de voo.

O processo de coordenação entre a Força Aérea Portuguesa, GNR e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) está “plenamente implementado para as três bases de operação, através da ligação em rede e partilha de imagem em tempo real, permitindo desta forma maior celeridade na análise e resposta por parte das entidades no terreno”, sublinha o comunicado.

Para este efeito, a Força Aérea Portuguesa refere que desenvolveu e implementou uma plataforma de gestão de informação operacional (Portuguese Sky Sentinel System – PS3), que está disponível às entidades beneficiárias do produto operacional.

A FAP refere que a operação na Lousã, iniciada em 27 de julho, permitiu identificar vários eventos, alguns deles na fase inicial, tendo sido também monitorizados eventos na fase de rescaldo.

A FAP sustenta que a operação prevista a partir de Fóia (sul) e de Macedo de Cavaleiros (norte) foi planeada tendo em conta o emprego de drones com capacidade de descolagem e aterragem à vertical (Vertical Take-off and Landing- VTOL), mas “devido a constrangimentos de ordem técnica por parte da empresa contratada, aos quais a Força Aérea Portuguesa é alheia, ainda não foi possível efetuar a aceitação destas aeronaves para estes dois locais”.

Enquanto se retifica esta situação e para assegurar a vigilância aérea nestas áreas, a Força Aérea Portuguesa decidiu iniciar as operações a partir dos aeródromos de Mirandela e da Base Aérea N.º 11, em Beja, com aeronaves de asa fixa, acrescenta o comunicado, salientando que esta solução “é temporária e em nada prejudica os trabalhos em curso”.

De acordo com a Força Aérea, a operação a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, teve início a 27 de agosto e garante a capacidade para cobertura da zona sul de Portugal e a operação a partir do aeródromo de Mirandela, com o voo inaugural a 29 de agosto, oferece garantia para a vigilância aérea das zonas a norte do país.

A FAP explica que os voos de qualificação a que as aeronaves, adquiridas à empresa UAVision, são sujeitas antes da sua projeção para as bases de operação tiveram início a 11 de julho no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na Ota.

A Força Aérea refere ainda que até ao momento foram realizadas mais de 70 horas de voo de qualificação, tendo sido qualificadas seis aeronaves de asa fixa e encontra-se em fase de testes e qualificação duas aeronaves VTOL, estando a aguardar a entrega pelo fabricante das restantes quatro aeronaves.

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