Esta é uma das conclusões da comissão criada pelo parlamento, que entregou hoje o seu relatório na Assembleia da República, em Lisboa, sobre os incêndios de 14, 15 e 16 de outubro de 2017, nas regiões Centro e Norte, que provocaram 48 mortos.

A CTI registou que houve "alguns comportamentos provocados pelo "efeito Pedrógão", ou seja, muitos locais foram antecipadamente abandonados, por meios próprios, sem ordem prévia de evacuação".

"É testemunho deste comportamento o que se passou em Castelo de Paiva, onde mais de 1.000 pessoas se juntaram no quartel dos Bombeiros, situação que se repetiu em Oliveira do Hospital, Oliveira de Frades, Loriga [concelho de Seia], só para citar alguns", sublinha a comissão.

Segundo a comissão, o facto de os grandes incêndios de 15 de outubro terem ocorrido a um domingo permitiu, para além de uma disponibilidade quase total dos corpos de bombeiros, que se concentrassem mais pessoas nos aglomerados populacionais.

Tal permitiu "que, em muitas circunstâncias, tivessem sido os civis, que se encontravam nestes territórios, a fazerem, sem qualquer apoio, a defesa perimétrica dos seus núcleos populacionais", realça a CTI.

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