Além da habitação de uma família de emigrantes, na aldeia do Forcado, no limite dos dois municípios do distrito de Coimbra, o fogo queimou duas casas de segunda residência, no concelho de Poiares, adiantou o autarca João Miguel Henriques.

Cerca das 17:00, afirmou, o incêndio estava “completamente descontrolado” e progredia em direção ao concelho vizinho de Penacova, em cujo território já lavrava a essa hora, designadamente na zona da Serra da Atalhada.

"Por precaução", várias moradores, sobretudo doentes e idosos, foram retirados das suas habitações, referiu.

João Miguel Henriques indicou que o fogo propagou-se durante algum tempo “na área urbana e perto das habitações”, em Vila Nova de Poiares, devastando quintais, pomares, vinhas e terrenos incultos.

“Eu próprio tive de combater as chamas que se aproximavam da minha casa”, acrescentou.

Ressalvando que, de momento, “é muito difícil fazer uma contabilização” dos imóveis arrasados à passagem do fogo, o presidente da Câmara informou que foram destruídos “vários armazéns” e empresas de sucata, na zona de Vila Chã e Entroncamento de Poiares, próximo da estrada da Beira (EN 17).

No concelho da Lousã, este incêndio destruiu antes a antiga Fábrica de Papel do Boque, em Serpins, classificada como imóvel de interesse municipal, além de edificações que não eram habitadas.

O fogo começou às 08:41, próximo de Vilarinho, concelho da Lousã, e está agora a ser combatido por 465 operacionais, apoiados por 127 viaturas e três meios aéreos, de acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, atualizada às 18:00.

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