Quatro anos depois da tragédia que assolou cerca de 30 municípios da região Centro, há também “centenas de empresas, especialmente na área florestal, que não receberam qualquer apoio”, tendo “muitas famílias” ficado sem trabalho, disse à agência Lusa o porta-voz do MAAVIM, Nuno Tavares Pereira.

Lamentou, por outro lado, que “dezenas de famílias nunca receberam apoio para a sua habitação, mesmo depois de tantas promessas”, e que faltou ainda um “plano de reflorestação e desenvolvimento regional das zonas afetadas pela catástrofe”.

“Prometeram-nos o verde e ficámos com as cinzas”, afirma o empresário, também presidente da cooperativa Capital dos Frutos Silvestres, com sede em Oliveira do Hospital, num comunicado hoje divulgado pelo movimento.

Nas áreas agrícola e florestal, “existem milhares de agricultores que nunca receberam os apoios prometidos, mesmo tendo feito o requerimento indicado” pelo Ministério da Agricultura, além de que “estão milhões de euros por entregar”.

“Ainda não foram pagos 20% das candidaturas aprovadas na área da indústria, passados quatro anos, segundo o último relatório, que é de 15 de dezembro de 2020”, de acordo com a nota.

O MAAVIM insiste na existência de “candidaturas de empresas com perdas que foram chumbadas” e alega que continuam sem casa “centenas de pessoas (…) que em outubro de 2017 perderam tudo”.

“A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) chumbou os seus processos, enquanto outros têm habitações onde anteriormente não existiam. E se a desculpa é a legalização, então como foram outras construídas exatamente com os mesmos problemas?”, questiona.

Por falta de “condições e medidas de apoio”, segundo o movimento, “continuam a sair pessoas do interior para o litoral e para o estrangeiro”, um êxodo que foi “acelerado após os incêndios” de 2017.

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