“Aquilo que seria a posição mais normal do Governo, seria naturalmente ter dado conhecimento do relatório e, depois, se houver indícios criminais, mandar para o Ministério Público. Eu também concordo que não vejo grande razão para segredo de justiça numa matéria como esta”, disse Rui Rio, que falava à margem de uma visita à fábrica Simoldes em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro.

O presidente do PSD reafirmou que o Governo e os organismos dependentes do Governo tiveram “grandes responsabilidades quer em junho, quer muito particularmente em outubro".

No entanto, Rui Rio defendeu que o mais importante, neste momento, é que "aprendendo com estes erros, o Governo prepare a próxima época de incêndios, para que não volte a acontecer aquilo que aconteceu em 2017".

Na passada quarta-feira, o Ministério da Administração Interna informou que o Governo aceita, e já o disse ao Ministério Público, a divulgação do referido relatório, concluído no ano passado, mas que ainda não é público.

“O Governo reafirma que nada tem a esconder relativamente ao pleno apuramento dos factos relativos aos incêndios de Pedrógão Grande e de outubro de 2017”, lia-se numa nota do Ministério da Administração Interna.

Na nota era ainda referido que o relatório da auditoria, efetuada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, foi de imediato remetido ao Ministério Público.

“Face à especulação entretanto criada, o Governo não vê inconveniente na publicitação do relatório, o que transmitiu à senhora procuradora-geral da República, de modo a que seja avaliado o levantamento do segredo de justiça”, era ainda acrescentado.

Na quarta-feira, na sequência de uma notícia do jornal Público sobre este relatório, PSD e CDS-PP apresentaram requerimentos para que a Assembleia da República tenha acesso ao documento, e os centristas prometeram usar todos os meios parlamentares para saber o que se passou em Pedrógão Grande.

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