A campanha de reflorestação resulta de uma iniciativa conjunta das empresas Mariflores, Sotiplanta e Leal&Soares, que foram fortemente atingidas pelos incêndios que lavraram em 70 por cento do território do concelho, tendo provocado mais de 32 milhões de euros de prejuízos.

Quem quiser participar nesta campanha poderá adquirir numa desta três empresas plantas e mudas de árvores, que ficarão a constituir "uma bolsa de plantas disponíveis para arborização e valorização" de espaços ardidos.

As empresas encarregam-se depois de organizar campanhas para a sua plantação, tornando regularmente público o número de árvores plantadas e a sua localização.

"Há cerca de um século os nossos antepassados abraçaram a hercúlea tarefa de, a partir de areais estéreis e sob um sol abrasador, semearem e plantarem a floresta que suporta a nossa principal riqueza ambiental pela sua biodiversidade. É imperativo que este legado seja transmitido às gerações vindouras", explicaram os organizadores durante a apresentação da campanha.

Para os empresários, "os trágicos acontecimentos de 15 de outubro destruíram parte significativa deste legado", razão pela qual "urge por isso recomeçar" a reflorestação do concelho.

O projeto arrancou com a plantação de diversas árvores adquiridas pela Confraria Nabos e Companhia no espaço junto à captação de água da Lagoa e no parque público do Corticeiro.

Por outro lado, a Junta de Freguesia do Seixo tem em marcha um projeto de limpeza e valorização dos espaços de proteção entre a Estrada Nacional 109 e o Polo I e Polo II da Zona Industrial de Mira.

"Ambas as iniciativas têm o apoio ativo da Câmara Municipal de Mira devido à sua importância para a recuperação do concelho", reforça o presidente do município, Raul Almeida.

Os incêndios de 15 de outubro provocaram prejuízos superiores a 32 milhões de euros em unidades industriais e agrícolas de Mira e puseram em risco 340 postos de trabalho.

Segundo Raul Almeida, o incêndio "consumiu uma vasta área do concelho, percorreu todo o território municipal (cerca de 70%) e afetou o perímetro florestal, zonas urbanas e industriais".

Nas áreas urbanas, houve a registar a perda de muito património, nomeadamente casas devolutas e também de primeira habitação, tendo ficado desalojadas 12 famílias, que estão a ser apoiadas pelos serviços sociais locais e distritais.

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