O presidente da autarquia, Rui Santos, afirmou que o município vai avançar com uma intervenção em área florestal e que o objetivo é dotar estes espaços de “melhores condições para o combate aos incêndios, tornando-os mais resilientes ao fenómeno”.

“O ano que agora está a terminar foi um bom exemplo de que este trabalho vale a pena, porque tivemos recordes mínimos de ignições e de área ardida no concelho de Vila Real”, salientou, sem concretizar os dados estatísticos.

O projeto anunciado implica um investimento total de 538 mil euros, tem um prazo de execução de 120 dias e a área a ser alvo de intervenção, num total de 500 hectares, espalha-se pelas freguesias de Andrães e Abaças e as uniões de freguesia de São Tomé do Castelo e Justes, Mouçós e Lamares, e Constantim e Valnogueiras.

Entre as ações a desenvolver estão a construção de rede primária e secundária de defesa da floresta contra incêndios, a beneficiação de rede viária florestal, a instalação de mosaicos de parcelas de gestão de combustível e a construção de um ponto de água.

O projeto concretiza-se no âmbito de uma candidatura apresentada pelo município à medida 8.1.3 – Prevenção da Floresta Contra Agentes Bióticos e Abióticos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

A consignação da empreitada, que foi dividida em três lotes e adjudicada a três empresas, realizou-se na sexta-feira.

Segundo Rui Santos, com estas interversões "fica concluído e até ultrapassado" o conjunto de ações de defesa da floresta contra incêndios do concelho de Vila Real, delineadas e aprovadas pela Comissão Municipal de Defesa Contra incêndios para o período de 2016-2020.

O vereador Carlos Silva acrescentou que, neste período, foi investido perto de um milhão de euros e a área intervencionada ascendeu aos 800 hectares.

Foram também realizadas outras ações como de fogo controlado, limpeza de combustíveis através de meios mecânicos e a rede de pontos de água aumentada para os 10.

Estas ações, de acordo com Carlos Silva, foram realizadas em parceria com os proprietários florestais, desde os privados, conselhos diretivos de baldios e juntas de freguesia, e envolveram as duas corporações de bombeiros do concelho, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e as forças de segurança.

Rui Santos frisou que “somente ações devidamente planeadas, dirigidas aos espaços florestais de maior risco de incêndios e continuadas no tempo, produzirão os resultados desejados, que são a diminuição do número de ocorrências e das consequentes áreas ardidas, aumentando assim o seu valor económico”.

“O melhor remédio é sempre prevenir e é exatamente isso que estamos a fazer”, salientou o presidente.

O autarca apontou também um “reforço considerável” de meios e de recursos afetos ao setor florestal para auxiliar nas ações de prevenção no concelho e, se necessário, nas ações de primeira intervenção.

Neste concelho, as corporações da Cruz Branca e Cruz Verde duplicaram para quatro o número de Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e às equipas de sapadores florestais existentes na Campeã e em Valnogueiras juntou-se outra em Mouçós.

Há a expectativa de que, em breve, uma outra equipa de sapadores passe a funcionar na União de Freguesias de Borbela e Lamas de Olo.

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