O requerimento, apresentado ao presidente da comissão de Educação e Ciência na quarta-feira, adianta que os deputados do partido estão preocupados “com a diferença de metodologias pedagógicas nas várias escolas do país”, lembrando que muitas escolas utilizam “variados materiais digitais de apoio à aprendizagem”, mas muitas outras mantêm o ensino tradicional, “em que o contacto dos alunos com equipamentos digitais é ainda bastante reduzido”.

Segundo refere no requerimento, o partido tem levantado o problema da capacidade das escolas para realizar provas em computadores e defendido que a adoção universal deste modelo foi muito precipitada.

“Efetivamente, desde o arranque das provas de aferição digitais que na comunicação social têm sido evidentes as queixas e casos em que não se conseguiram elaborar as provas”, afirma a Iniciativa Liberal no mesmo documento.

A situação, considera o partido, provoca “um dano acrescido sobre a pouca fiabilidade de dados enquanto efetiva aferição de conhecimentos”, que sublinha ser essencial para saber onde intervir e para fazer comparações entre escolas.

O partido presidido por Rui Rocha já tinha apresentado, no dia 16, um projeto de resolução para que os alunos do 2.º ano deixassem de fazer as provas de aferição em formato digital, considerando não ser certo que crianças daquela idade as consigam realizar.

Na altura, exigiu ao Governo que revertesse a decisão, argumentando que nunca se procedeu “a uma análise e estudo aprofundado sobre as capacidades de crianças com esta idade, realizarem provas escritas em computadores”.

As provas de aferição digitais arrancaram na semana passada apesar de várias críticas de professores e diretores de agrupamentos escolares.

Este ano, mais de 250 mil alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade realizam as provas em formato digital, o que significa instalar a aplicação para a realização das provas em 250 mil equipamentos.

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