Em audição na comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade, confrontado pelo deputado do CDS-PP Hélder Amaral sobre o que designou de "inseminação energética" do seu gabinete no regulador, Seguro Sanches considerou não haver "qualquer incompatibilidade".

Hélder Amaral apontou a nomeação de Maria Cristina Portugal para presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Mariana Oliveira para vogal do Conselho de Administração da ERSE, e também a escolha do deputado do PS Carlos Pereira para vogal, o que acabou por não se concretizar, depois de o vice-presidente da bancada socialista ter renunciado à nomeação (após parecer desfavorável da comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas).

"A doutora Cristina Portugal era presidente do Conselho Tarifário da ERSE, nomeada por sucessivos governos, a doutora Mariana Oliveira era quadro da ERSE, trabalhou comigo algum tempo, e foi para o Conselho [de Administração] da ERSE. No caso da ERSE não há dúvidas nenhumas até pelo facto da Assembleia da República ter validado as duas propostas", explicou.

"Não me parece que haja qualquer incompatibilidade. Nenhum tem qualquer interesse particular", acrescentou.

Jorge Seguro Sanches recordou que o seu antecessor com a pasta da Energia, Artur Trindade, "saiu da secretaria de Estado, foi para a ERSE, nomeado pelas pessoas que ele tinha escolhido. Não é por o facto de uma pessoa servir o Governo do país que pode ser colocada em situação de inferioridade ou passar a ideia de que há aqui interesses privados".

Face à insistência do deputado do PSD Jorge Paulo Oliveira sobre "toda esta politização do Estado", o antigo governante - que em outubro foi substituído por João Galamba - considerou que "as pessoas pelo facto de num determinado momento exercerem uma função pública não podem ser prejudicados".

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