Em reunião geral plenária de trabalhadores, por videoconferência, com a participação de mais de 400 inspetores da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), os inspetores - relata o SIIFF - manifestaram a sua "total estupefação e veemente repúdio" quanto às informações e notícias que dão conta da "extinção e esquartejamento" do SEF.

"Essas notícias surgem-nos como descabidas e incompreensíveis, em particular quando anunciadas pelo mesmo ministro da Administração Interna (MAI) que garantiu publicamente, em dezembro último, a continuidade do SEF como um serviço independente, reconhecendo a necessidade da sua restruturação e reforço em termos de estruturas e meios humanos", refere o sindicato.

Tais notícias sobre a "extinção e esquartejamento" - adverte o SIIFF - vieram "unir os inspetores do SEF na necessidade de reagir a qualquer avanço político no sentido da extinção do SEF".

O sindicato refere que, de "forma unívoca", foram decididas várias medidas a tomar em defesa do SEF, as quais serão executadas nos próximos dias, em consonância com os desenvolvimentos que venham a ser conhecidos, na sequência, quer da reunião de Conselho de Ministros, agendada para quinta-feira, quer das reuniões com as estruturas representativas dos funcionários do SEF, agendadas para sexta-feira.

Em plenário, os inspetores acordaram ainda "na possibilidade da demissão em bloco dos cargos de chefia que ocupam no SEF e darão conta da possível indisponibilidade em continuar a integrar quaisquer grupos de trabalho no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia".

Na mesma reunião plenária, foi também decidida a marcação de uma greve geral no SEF, em datas e moldes a divulgar oportunamente, consoante as medidas políticas que venham a ser tomadas nos próximos dias, vincou à agência Lusa o presidente da Direção do SIIFF, Renato Mendonça.

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