O executivo português tinha dado um prazo até hoje para uma resposta do Iraque ao pedido, feito a 25 de agosto.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) informou em comunicado que numa nota enviada ao Governo português, o Iraque "dá conta da disponibilidade dos filhos do embaixador iraquiano em Lisboa para serem desde já ouvidos no inquérito em curso, considerando, todavia, ser ainda prematuro tomar uma decisão a respeito do pedido de levantamento de imunidade".

Segundo o Palácio das Necessidades, a "nota oficial de resposta à nota enviada pelo MNE" a 25 de agosto chegou na quinta-feira ao final do dia.

De acordo com a mesma informação do ministério liderado por Augusto Santos Silva, "a nota iraquiana agradece as indicações oportunamente fornecidas sobre o sistema judicial e o direito processual portugueses; afirma que o Iraque entende e respeita por completo os procedimentos legais aplicáveis, conduzidos pelas autoridades judiciárias portuguesas; reitera a vontade de cooperar para o cabal esclarecimento dos factos".

A resposta das autoridades iraquianas foi enviada ao gabinete da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, "para ser considerada no âmbito do inquérito em curso sobre os incidentes de Ponte de Sor".

Na semana passada, o Governo português informou que esperava, até ao final desta semana, uma resposta ao pedido de levantamento de imunidade diplomática dos dois irmãos iraquianos.

Em caso de ausência de resposta ou de resposta negativa, o ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que a lei prevê o recurso à declaração de 'persona non grata', levando à expulsão dos filhos do embaixador de Portugal.

No dia 17 de agosto, Rúben Cavaco foi agredido em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, alegadamente pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal, gémeos de 17 anos.

O jovem sofreu múltiplas fraturas, tendo sido transferido no mesmo dia do centro de saúde local para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tendo chegado a estar em coma induzido. O jovem acabou por ter alta hospitalar no início de setembro.

Os dois rapazes suspeitos da agressão são filhos do embaixador iraquiano em Portugal, Saad Mohammed Ali, e têm imunidade diplomática, ao abrigo da Convenção de Viena.

A Lusa procurou obter mais esclarecimentos junto do MNE, mas sem sucesso até ao momento.

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