Em comunicado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Emmanuel Nahson, acusa os palestinianos de incitarem a violência e de usar civis como “escudos humanos”.

Israel considerou ainda que o TPI não tem jurisdição no conflito israelo-palestiniano porque o Estado hebraico não é membro do tribunal e “a Autoridade Palestiniana não é um Estado”.

“Israel espera que o TPI e a sua procuradora [Fatou Bensouda] não cedam à pressão palestiniana e sejam firmes face aos contínuos esforços palestinianos para politizar o tribunal e desviá-lo do seu mandato”, afirmou.

O pedido que foi entregue hoje em Haia, sede do TPI, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana, “é legalmente inválido”, afirmou Nahson.

A Palestina tornou-se membro do TPI em 2014, pelo que tem a possibilidade de apresentar este tipo de pedido formal, o qual depende contudo de a procuradoria do TPI decidir abrir ou não uma investigação.

As autoridades palestinianas decidiram apresentar o pedido para que sejam investigadas a morte de dezenas de palestinianos pelo exército israelita na fronteira com a Faixa de Gaza, a 14 de maio, e pela colonização israelita na Cisjordânia.

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