Para o embaixador de Israel nas Nações Unidas em Genebra, Meirav Eilon Shahar, o Conselho de Direitos Humanos “deve escolher entre uma organização terrorista que glorifica a morte ou uma democracia que valoriza a vida”.

Durante uma sessão para discutir a escalada do conflito entre Israel e os palestinianos, Shahar defendeu que os ataques com mísseis contra Gaza pelas Forças Armadas israelitas, nos quais morreram pelo menos 242 pessoas (incluindo 63 crianças), foram um ato de defesa contra os ataques do Hamas.

“Em 11 dias, aquela organização terrorista lançou mais de 4.400 foguetes contra civis israelitas”, argumentou Eilon Shahar, que perguntou à comunidade internacional “o que faria se os foguetes fossem disparados contra Dublin, Paris ou Madrid”.

O embaixador criticou o facto de quase uma em cada três sessões especiais do Conselho de Direitos Humanos ter sido dedicada ao conflito israelo-palestiniano, e de este, “em vez de condenar o Hamas pelas suas atividades terroristas”, ter tido Israel como “o alvo”.

Durante esta sessão do Conselho de Direitos Humanos, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina, Riyad al Maliki, pediu para que uma missão investigue a ocupação ilegal de Israel em território palestiniano, que denominou de “sistema colonialista”.

“Temos de colocar um fim a este ‘apartheid’. Temos de terminar este sistema colonialista israelita, permitindo que o nosso povo exerça o seu direito à autodeterminação e à independência”, disse al Maliki.

“Esse inferno pode acabar se houver vontade política internacional”, explicou o chefe da diplomacia palestiniana, que pediu ao Conselho para apoiar uma resolução que será votada hoje naquele órgão, exigindo, entre outras coisas, a formação da mencionada missão de investigação.

Al Maliki acusou Israel de organizar uma agressão facilitada por políticas que “dão impunidade a um regime covarde e racista, que mata crianças e viola todas as normas do Direito Internacional”.

“Israel é uma potência ocupante. Assim, os palestinianos têm o direito de se defender e de resistir à ocupação”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, que também pediu a imposição de boicotes e sanções políticas e económicas contra Israel.

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