O terramoto, que ocorreu às 03:36 (02:36 em Lisboa), a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia, na região da Umbria, teve o epicentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. O terramoto durou 142 segundos.

O terramoto teve uma magnitude de 6,2, segundo o centro norte-americano de monitorização da atividade sísmica mundial USGS, e de 6,0, segundo o Instituto de Geofísica italiano.

O sismo foi seguido de diversas réplicas perto de Amatrice e de Norcia, e a principal, de 6, sentiu-se em Roma, a aproximadamente 150 quilómetros de distância.

Cerca de 160 réplicas ocorreram no centro de Itália desde o sismo registado na madrugada de hoje, informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia italiano.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, está em contacto direto com a protecção civil, as estruturas de coordenação e salvamento e com os responsáveis das regiões afetadas pelo terremoto, informa o Executivo. O líder do Governo italiano fez uma declaração às 12h20 (hora local), 11h20 em Lisboa.

Renzi começou por agradecer os esforços da proteção civil e dos voluntários, disse que a prioridade é continuar as operações de busca e salvamento e instou Itália a agir perante a tragédia. "Ninguém será deixado sozinho: nenhuma família, nenhuma vila. (..) É tempo de comoção, mas também de ação. (...) Em momentos de dificuldade, Itália sabe como reagir. (...). Bom trabalho a todos", concluiu.  

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português está em contacto com as autoridades italianas e procura saber se há portugueses afetados. O Secretário de Estado das Comunidades adiantou que, para já, não há registo de vítimas portuguesas neste sismo. "Temos inscritos cerca de 4.000 portugueses, nessa região de Lázio, embora a maioria destes vivam em Roma", disse. "Estes números exigem que continuemos a acompanhar a situação, mantendo o contacto com a unidade de crise do Governo italiano", acrescentou José Luís Carneiro.

Entretanto, o Presidente italiano, Sergio Mattarella, reagiu à tragédia em comunicado. "É um momento de dor e de apelo a uma responsabilidade comum", disse. O responsável destacou o empenho das autoridades nas operações de socorro. "Será necessário um rápido esforço para garantir a reconstrução dos centros destruídos, o retorno da atividade produtiva e o regresso à vida normal", acrescentou.

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem de condolências ao seu homólogo italiano, Sérgio Mattarella. “É com a maior tristeza que, em nome do Povo Português e em meu próprio, apresento a Vossa Excelência e por esta via aos familiares das vítimas, as mais sentidas e sinceras condolências pela crise sísmica que provocou dezenas de mortes e feridos na região centro de Itália", refere a mensagem do chefe de Estado, divulgada na página da Presidência na Internet. "Quero transmitir a Vossa Excelência a solidariedade de todos os Portugueses para com o povo italiano e, em particular, para os habitantes das cidades mais afetadas por este sismo", acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.

Já o primeiro-ministro português, António Costa, deixou no Twitter uma mensagem de "alento e solidareidade para o povo de Itália".

O mais recente balanço oficial dá conta de pelo menos 73 vítimas mortais. 

A investigadora do Centro Italiano de Geofísica e Vulcanologia Andrea Tertulliani, disse ao La Repubblica, que a zona do epicentro é "uma área de altissimo perigo". Esta investigadora diz que "existe o perigo de réplicas fortes atingirem esta região nas próximas horas". Esta é uma zona com povoados pequenos e dispersos.

O presidente da câmara de Amatrice, na província de Rieti, na região de Lácio, afirmou que “metade da cidade desapareceu” na sequência do tremor de terra.

As primeiras mortes confirmadas foram um casal de idosos, cuja casa, em Pescara del Tronto, na região das Marcas, colapsou, de acordo com os meios de comunicação social italianos, incluindo a emissora pública Rai, que citou os 'carabinieri'. A terceira vítima mortal foi registada em Accumoli, na região de Lácio, perto do epicentro do sismo, de acordo com a agência noticiosa AGI. O autarca de Accumoli, Stefano Petrucci, afirmou à televisão pública italiana que, além do corpo encontrado naquela localidade, há uma família de quatro membros, incluindo duas crianças, que se encontra debaixo dos escombros de um edifício que ruiu. “É um desastre. Não temos luz nem telefones e os serviços de resgate ainda não chegaram aqui”, afirmou Stefano Petrucci.

Os serviços de emergência estão a pedir às pessoas que doem sangue. E, segundo o diretor do Centro Nacional de Sangue do Ministério da Saúde, Dr. Giacario Maria Liumbro, a população está a responder ao pedido. 

As autoridades publicaram no Twitter os contactos de emergência que devem ser utilizados.

Entretanto, o Papa Francisco já reagiu. Agradeceu à proteção civil e aos voluntários, e convidou as pessoas a orar pelas vítimas. "Ouvir o presidente da câmara de Amatrice a dizer que a cidade já não existe, e saber que há crianças entre as vítimas entristece-me profundamente", disse o responsável máximo da Igreja Católica aos milhares de pessoas que se reuniram na Praça de S. Pedro para ouvir o Sumo Pontífice falar na audiência geral desta quarta-feira. 

O presidente da Comissão-Europeia, Jean Claude Juncker, enviou uma carta a Matteo Renzi. Disse estar "solidário" com Itália e mostrou-se disponível para ajudar em tudo o que for necessário. A imprensa adianta que também a Rússia e Israel se ofereceram para ajudar.  

O Ministério da Economia de Itália informou que foi colocado à disposição um fundo de emergência de 234 milhões de euros, que será usado para responder às necessidades mais imediatas.

Nas redes sociais estão ainda a ser partilhados vídeos das operações de busca e salvamento, e imagens da destruição.

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