De acordo com o XXI Relatório daquela associação católica sobre pobreza e exclusão social, intitulado “O elo fraco”, estes dados revelam que 9,4% da população italiana está numa situação de pobreza absoluta, sendo a situação mais grave no sul.

O relatório baseia-se em estatísticas oficiais sobre a pobreza e dados de fontes da Cáritas, de quase 2.800 centros em todo o território nacional.

Entre 2020 e 2021, a incidência de pobreza cresceu mais do que a média em famílias com pelo menos quatro pessoas, as que têm crianças entre os 4 e os 6 anos, e famílias de estrangeiros.

O relatório revela ainda que a pobreza é “herdada”.

Seis em cada dez pobres em Itália são-no “por herança, porque nasceram numa família pobre. Não há elevador social. A pobreza torna-se crónica”, diz o relatório da Cáritas.

“Se tudo correr bem, são precisas cinco gerações, cinco ‘elos fracos’ para atingir um nível médio de rendimento, contra 4,5, em média, nos países da OCDE”, aponta o relatório

Olhando este dados, o presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Matteo Zuppi, pediu ao futuro Governo que mantenha o rendimento da cidadania, algo que a coligação que venceu as eleições tenciona eliminar.

“Temos de fazer um ajustamento” e “manter esse compromisso que deve ser tão importante numa altura em que a pobreza será ainda mais difícil, mais pesada e com o risco de gerar ainda mais pobreza”, pediu o cardeal.

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