Segundo Bolsonaro, essa decisão caberá exclusivamente ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e às lideranças regionais porque, segundo o chefe de Estado, é melhor estar “em paz” com a sua consciência.

“Ontem [quinta-feira] pedi para o ministro da Saúde para fazer um estudo sobre máscara. Quem já foi infetado e quem tomou a vacina não precisa usar máscara. Mas quem vai decidir é ele, vai dar um parecer. Se bem que quem decide na ponta da linha são governadores e prefeitos”, disse Bolsonaro, à entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília.

“Eu não apito nada, não é? Segundo o Supremo, quem manda são eles. Mas nada como você estar em paz com a sua consciência”, acrescentou o Presidente, antes de embarcar para o estado do Espírito Santo.

Jair Bolsonaro anunciou o pedido do estudo durante um evento no palácio presidencial do Planalto e, horas depois, voltou a tocar no assunto no seu discurso semanal nas redes sociais.

“Não podemos viver toda a vida com essa opressão. Se a pessoa for curada ou vacinada, não vejo necessidade. Vamos ficar reféns da máscara até quando?”, questionou.

O anúncio de Bolsonaro levantou fortes críticas devido à situação atual que o Brasil atravessa, onde uma terceira vaga da pandemia é esperada nas próximas semanas, de acordo com especialistas.

Soma-se a isso o baixo índice de população vacinada do país, onde apenas 11% de seus 212 milhões de habitantes receberam a imunização completa.

Para profissionais de saúde e infetologistas, retirar as máscaras neste momento, quando nem metade da população está imunizada no Brasil, é “temerário”.

Bolsonaro, um dos líderes mais céticos em relação à gravidade pandemia, já foi infetado pela covid-19 e não costuma usar máscara em eventos públicos, embora isso acarrete multas, como já aconteceu em algumas regiões.

Com mais de 480.000 mortes e 17,2 milhões de infeções, o país sul-americano é, juntamente com os Estados Unidos da América e com a Índia, um dos países mais atingidos pela doença.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.775.362 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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