"[Já li] a traço grosso, naturalmente, mas não é surpreendente, na medida em que é um programa que, em muitas matérias, cabe tudo e cabe nada. Vago o suficiente, abrangente o suficiente para não explicitar o objetivo central e final. A única coisa ali que é clara é a manutenção dos constrangimentos e imposições da União Europeia em relação aos seus pilares que visam uma conceção federalista e militarista", afirmou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP respondia a perguntas dos jornalistas após reunião com representantes da Associação Intervenção Democrática, que integra habitualmente a Coligação Democrática Unitária (CDU), na sede nacional do PCP, em Lisboa.

"Tal como não alimentaremos operações reacionárias e populistas, naturalmente também consideramos que o programa pode passar perfeitamente sem nenhuma votação", disse o líder comunista em relação ao facto de nenhum partido pretender apresentar uma moção de rejeição ao documento do executivo minoritário socialista.

Jerónimo de Sousa destacou a ausência de atenção no programa de Governo a "problemas de fundo" como o fomento à produção nacional e a necessidade de maior investimento público, sobretudo no Serviço Nacional de Saúde.

"Estamos dispostos à convergência naquilo que for avanço. Naturalmente, seremos força de oposição naquilo que considerarmos negativo e retrocesso em relação à legislatura anterior", frisou.

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