Em comunicado hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o executivo refere que desde o início do ano se tem assistido “a um alarmante aumento no ritmo de expansão dos colonatos israelitas além da Linha Verde” – como é designada a linha de fronteira entre Israel e os países vizinhos, definida no armistício israelo-árabe de 1949.

“O Governo português reitera que a expansão dos colonatos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental constitui uma violação do direito internacional e é um forte obstáculo à retoma do processo de paz”, afirma.

Segundo a imprensa local, Israel anunciou, no início do mês, que vai construir perto de 1.800 habitações em Jerusalém Oriental, território que os palestinianos reclamam como capital do seu futuro Estado.

Trata-se do maior colonato judeu em Jerusalém Oriental em mais de dez anos. De acordo com a organização Middle East Monitor, o novo plano prevê a expulsão de cinco famílias palestinianas e dois novos edifícios no centro do bairro ocupado de Sheikh Jarrah.

Após a chegada à Casa Branca de Donald Trump em janeiro passado, considerado como mais favorável às posições israelitas do que o seu antecessor Barack Obama, Israel anunciou cinco ampliações de colonatos, num total de 6.000 novas casas.

Perante tal situação, o aliado americano pediu a Israel alguma moderação.

O Governo israelita, o mais à direita na história do Estado hebreu e um forte defensor dos colonatos, procurou criar condições que permitissem manter a construção nos territórios palestinianos ocupados sem afrontar a administração norte-americana.

A construção de colonatos tem sido efetuada por todos os governos israelitas desde 1967 e tem sido um dos grandes obstáculos à paz entre israelitas e palestinianos.

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