“Um acordo de cessar-fogo total foi concluído, depois de contactos intensos mediados pelo Egipto, e deve entrar em vigor imediatamente como contrapartida pelo fim da agressão israelita”, declarou à AFP o porta-voz do grupo Jihad Islâmica, Daoud Shihab.

A Jihad Islâmica é um grupo militar apoiado pelo Irão que às vezes opera independentemente dos dirigentes do Hamas em Gaza.

Israel não comentou este anúncio.

Cerca de 40 foguetes disparados de Gaza caíram sobre o sul de Israel entre sexta-feira e hoje.

Anteriormente, o exército israelita tinha acusado a Síria de ter ordenado o lançamento dos disparos sobre Israel, com o apoio do Irão, e ameaçou atacar alvos iranianos na Síria, em retaliação.

O porta-voz militar israelita Jonathan Conricus disse aos jornalistas que a Jihad Islâmica da Palestina estava por detrás do ataque, depois de receber ordens da força “Al Quds” do Irão, baseada na Síria.

“Vimos e estabelecemos uma ligação clara entre Gaza e Damasco”, disse, acrescentando que a resposta de Israel não será “limitada geograficamente”.

Jonathan Conricus disse que Israel ainda considera o Hamas responsável por todo o fogo que sai de Gaza, e não vê sinais de que o Hamas esteja a tentar parar.

Aviões israelitas atingiram dezenas de locais de militantes em toda a faixa de Gaza, enquanto estes disparavam cerca de 30 foguetes contra Israel, na mais pesada troca de tiros entre inimigos, em várias semanas.

Os confrontos ocorreram hoje, depois de um sangrento dia de protestos na fronteira, no qual forças israelitas dispararam e mataram quatro palestinianos que protestavam ao longo da vedação que dividia a zona de Gaza sob o domínio do Hamas e Israel.

A súbita explosão de combates e derramamento de sangue complicou a missão dos mediadores egípcios, que intensificaram a diplomacia para restabelecer a calma e evitar um conflito total entre o Hamas e Israel.

O Exército israelita afirma ter atingido cerca de 80 zonas em toda a Faixa de Gaza, no início da manhã, incluindo um prédio da sede da segurança.

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