A multa, equivalente a cerca de 515 milhões de euros, surge após dois meses de julgamento.

“A crise dos opiáceos devastou o estado de Oklahoma e deve ser contida de imediato”, declarou o juiz Thad Balkman na audiência de hoje.

O juiz considerou que o laboratório Janssen, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, adotou práticas “enganosas de ‘marketing’ e promoção de opiáceos”, causando uma crise de dependência destes medicamentos de combate à dor, mortes por ‘overdose’ e um aumento da síndrome de abstinência neonatal no referido estado norte-americano.

Durante o julgamento, os advogados do estado de Oklahoma argumentaram que as campanhas, que minimizavam os riscos dos analgésicos e promoviam os seus benefícios, criaram um problema de saúde ao serem prescritos opiáceos em doses excessivas, levando a um aumento das mortes por 'overdose'.

No estado de Oklahoma, desde 2000, morreram cerca de seis mil pessoas por 'overdose' de opiáceos, de acordo com os advogados do estado, noticia a agência Reuters.

A empresa negou as irregularidades, afirmando que as informações usadas nas campanhas de marketing tinham fundamento científico e que os analgésicos, Duragesic e Nucynta, representam uma pequena parte dos opiáceos prescritos em Oklahoma.

O montante exigido à Johnson & Johnson vai servir para financiar os programas estaduais destinados a resolver a crise.

O desfecho deste caso pode influenciar o de outras queixas apresentadas contra fabricantes de opiáceos nos Estados Unidos.

A Johnson & Johnson disse que vai pedir que a multa seja suspensa enquanto decorre o recurso, podendo este estender-se até 2021, avança a Reuters.

(Notícia atualizada às 11h38)

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