Falando durante o "Fórum Qualidade e Competitividade Agro-Alimentar", o diretor-geral da AJAP, Firmino Cordeiro, afirmou que Portugal registou avanços no setor agrícola que podem ser colocados ao serviço de Moçambique, através de plataformas de cooperação eficazes.

"A cooperação abre um campo em que é possível trazer mais tecnologia, promover mais formação profissional na agricultura e mais assistência técnica", afirmou Firmino Cordeiro.

A vocação da agricultura portuguesa para a exportação e os avanços na proteção da saúde animal e vegetal também são mais-valias que podem ser capitalizadas nas parcerias com os agricultores moçambicanos, assinalou o diretor-geral da AJAP.

Firmino Cordeiro realçou que Moçambique terá de vencer obstáculos como as taxas de juro e a lentidão na burocracia, para se tornar mais atrativo ao investimento externo na agricultura.

Por seu turno, o secretário do Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, afirmou que a agricultura é um dos setores que podem ajudar a cimentar a cooperação com Moçambique, devido ao grande potencial existente nos dois países.

"Para vencer o défice que enfrentava na balança da agricultura, Portugal teve de olhar para o setor primário com uma atenção particular e é essa experiência que pode partilhar com Moçambique", declarou Eurico Brilhante Dias.

Eurico Brilhante Dias assinalou que Portugal está interessado num investimento que cria postos de trabalho para os moçambicanos, pois esta abordagem gera prosperidade e desenvolvimento.

"Portugal não é um parceiro de ocasião para Moçambique, é um parceiro permanente e o investimento português tem sido o que mais postos de trabalho gera e são os postos de trabalho que melhoram as condições de vida da população", sublinhou o secretário de Estado da Internacionalização.

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