A decisão do procurador de Agrigento, na Sicília, é o último episódio de uma saga que começou há mais de duas semanas, quando o navio humanitário “Open Arms” resgatou, em 1 de agosto, 134 pessoas do mar Mediterrâneo ao largo da Líbia, mas os dois países mais próximos, Itália e Malta, recusaram-lhe o acesso aos seus portos.

Duas semanas depois, a organização não-governamental espanhola que opera o navio, a Proativa Open Arms, avisou que a situação estava “fora de controlo”, num vídeo gravado numa lancha frente ao navio.

No sábado, o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, autorizou o desembarque de 29 menores a bordo do navio, e, no dia seguinte, o Governo espanhol propôs receber o navio em Algeciras face à "inconcebível” recusa de Itália em autorizar o desembarque.

No entanto, a “Open Arms” declinou a oferta, tendo uma porta-voz explicado ser impossível viajar até Algeciras dada a “situação insustentável” a bordo.

Já hoje, antes da decisão de apreender o navio, o ministro dos Transportes italiano tinha agradecido a Espanha o envio de um navio militar para transportar os migrantes do “Open Arms” até Palma de Maiorca e disse esperar que a organização seja impedida de continuar a operar.

“Graças à nossa interlocução dos últimos dias, Espanha anunciou o envio de um navio militar para transportar os migrantes do ‘Open Arms’ para a costa ibérica. Boas notícias”, afirmou Danilo Toninelli em comunicado hoje divulgado.

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