Quando interrogado sobre o facto de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ordenado o uso de gás lacrimogéneo sobre manifestantes pacíficos para abrir caminho para uma oportunidade fotográfica, em frente a uma igreja, Trudeau ficou em silêncio durante 21 segundos, antes de responder.

Trudeau tem sido cauteloso, tentando não criticar Trump, ao que não será alheio o facto de o Canadá depender dos EUA para 75% das suas exportações.

Assim, quando questionado sobre a postura do líder norte-americano perante os tumultos em dezenas de cidades dos EUA provocados pelas manifestações de protesto contra a morte de George Floyd, o homem negro vítima de violência policial, o primeiro-ministro canadiano fez uma longa pausa, antes de responder com uma frase que lhe permitiu evitar falar diretamente de Trump.

“Estamos a assistir com horror e consternação ao que está a suceder nos Estados Unidos”, disse Trudeau, fugindo à pergunta e acrescentando que está na hora de “unir as pessoas”, referindo-se à crise social que se vive no seu país vizinho.

Na segunda-feira, as forças policiais usaram gás lacrimogéneo para que Trump pudesse deslocar-se a pé, entre a Casa Branca e a igreja de St. John, onde apareceu para as fotos, sozinho, com uma bíblia na mão.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos quatro mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, mas diversos comentários do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra os manifestantes têm intensificado os protestos.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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