Num breve discurso, Khalifa Haftar não detalhou que tipo de governo pretende liderar e limitou-se a sublinhar o que, na sua opinião, é “a vontade do povo”, numa decisão que se afasta do acordo forçado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, na cidade marroquina de Skhirat, que levou à formação do atual Governo do Acordo Nacional (GAN).

“Queremos anunciar que o comando-geral ouviu o desejo do povo e que, pese a enorme responsabilidade, a dimensão e as muitas obrigações que supõe, aceitaremos o desejo popular”, afirmou.

No país do norte de África, em situação de caos após a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, decorre atualmente uma luta pelo poder entre o marechal dissidente Khalifa Haftar, que controla o leste líbio, e o GAN, localizado na capital e reconhecido pela ONU.

Haftar tenta desde há um ano conquistar Tripoli através de uma ofensiva militar e que já provocou centenas de mortos, incluindo dezenas de civis, e mais de 200.000 deslocados.

Recentemente, Haftar perdeu diversas cidades da costa ocidental, incluindo as estratégicas Sorman e Sabratha, localizadas respetivamente a 60 e 70 quilómetros a oeste de Tripoli.

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