“Terei o meu estilo. Não antecipem, nem façam comparações. Vou ser eu própria, por isso, provavelmente diferente”, afirmou Lagarde na sua estreia numa conferência de imprensa do banco central, onde sucedeu a Mario Draghi na presidência em novembro.

“De uma vez por todas, não sou nem uma pomba (termo associado aos defensores da flexibilidade para apoio ao crescimento), nem um falcão” (designação usada para os apoiantes da ortodoxia), declarou.

“A minha ambição é ser uma coruja, que muitas vezes é associada à sabedoria”, acrescentou.

Como era esperado, Lagarde referiu-se ainda à revisão da estratégia do BCE, que acontece pela primeira vez desde 2003, após anos de medidas destinadas a combater a crise, que acabaram por ser vigorosas, mas controversas.

O objetivo é terminar (o processo de revisão) “antes do fim de 2020″ e incluir nesta reflexão “parlamentares”, investigadores e a sociedade civil, ou seja, “ouvir” e não apenas “pregar” os pontos de vista do BCE, explicou.

Basicamente, trata-se de precisar o objetivo de inflação seguido pela instituição, mas também de integrar na política monetária os desafios colocados pelas alterações climáticas e pela evolução tecnológica, avançou Lagarde.

Esta revisão ocorre numa altura em que a política do BCE tem sido marcada por taxas de juro historicamente baixas, que o banco central decidiu hoje manter, e pelas compras de dívida, medidas destinadas a apoiar a economia e que têm suscitado algumas críticas, em particular da Alemanha.

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