A organização adiantou que 10 dos feridos tiveram de ser transportados para os hospitais, tendo os restantes sido tratados no local.

Os confrontos ocorreram depois de uma concentração frente ao porto da capital libanesa, onde ocorreu a devastadora explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amónio no dia 04, que causou 171 mortos e mais de 6.000 feridos, e de uma marcha com velas pelo centro de Beirute.

Alguns manifestantes atiraram pedras aos polícias que protegiam o parlamento e que responderam com gás lacrimogéneo e com disparos de balas de borracha.

Os confrontos não foram tão graves como em dias anteriores. No sábado, causaram a morte de um polícia e 250 feridos, segundo a Cruz Vermelha libanesa.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional denunciou hoje o uso de força excessiva contra manifestantes em Beirute, revelando que “o exército libanês e as forças de segurança, assim como alguns homens não identificados vestidos à civil, balearam multidões desarmadas durante os protestos” na capital libanesa nos últimos dias.

A explosão alimentou a raiva de uma população já mobilizada desde o outono de 2019 contra os líderes libaneses, acusados de corrupção e ineficácia, e milhares vieram para as ruas para pedir contas às autoridades.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, anunciou na terça-feira a demissão do seu governo, considerando que “a catástrofe que atingiu os libaneses (…) aconteceu devido à corrupção endémica na política, na administração e no Estado”.

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