Em entrevista à agência Lusa, a propósito da vinda do papa Francisco a Portugal durante os dias 12 e 13 de maio, Abdool Vakil admitiu que tem a expectativa de poder estar com o papa Francisco.

“Gostava de estar com o papa, mas não sei como é que vai ser isso porque já percebi que é uma viagem quase relâmpago porque chega no dia 12 e no dia 13 vai-se embora”, admitiu.

Ainda assim, tem bem claro o que gostaria de falar com o líder da igreja católica, a quem diria para continuar “o bom caminho que está a ter”.

“Que Deus oiça as preces dele e as nossas para que haja paz neste mundo, que está todo turbulento. É preciso que haja harmonia, que é o que todos pregamos. As pessoas religiosas pregam a harmonia”, adiantou, acrescentando que os homens deveriam ter mais em si daquele que é o espírito do papa.

Revelou que ficaria “muito satisfeito” se conseguisse juntar um grupo que reunisse não só muçulmanos, mas também outras religiões para receber e “prestar tributo ao papa”.

“É uma aspiração que eu tenho, não sei se vai ser possível”.

Abdool Vakil disse já conhecer desde há muitos anos a relação entre o islão e a igreja católica, recordando que quando chegou a Portugal como estudante, eram poucos os muçulmanos na sociedade portuguesa.

“Vi vários papas e, para mim, foi com o papa João XXIII que começou a haver uma abertura no relacionamento entre religiões e [ele] fez uma coisa inédita: começou a dirigir a sua encíclica aos católicos, mas também a todos os homens de boa vontade”, apontou, revelando que, a partir daí, começou a acompanhar o trabalho de todos os papas.

Para Abdool Vakil, o papa Francisco também tem tido atitudes inéditas, desejando que “Deus lhe dê saúde e energia para continuar o que está a fazer”.

“O papa Francisco já esteve com vários líderes islâmicos e em todos o lado onde foi, foi sempre muito irmão com o próximo e isso é que é de facto inédito nele”, entendeu.

Francisco será o quarto papa a visitar Fátima, a 12 e 13 de maio, para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das “aparições” na Cova da Iria, em 1917.

O papa tem agendados encontros com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a 12 de maio, e com o primeiro-ministro, António Costa, no dia 13.

Os anteriores papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

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