"Este é o compromisso feito e esperamos que o Congresso esteja à altura do que a pátria está a pedir. Precisamos de fazer um referendo do acordo para começar a estabelecer as bases e espalhar a semente da reconciliação e da paz", disse Rodrigo Londoño ao ser questionado sobre a aprovação do acordo no Parlamento.

O líder guerrilheiro vê vantagens neste mecanismo por estar "mais à mão" e "também aquele que é mais rápido".

"Acredito que quanto maior forma demora na aprovação do acordo, mais espaço se dá aos setores que não querem a paz", disse Londoño.

O guerrilheiro também afirmou que a assinatura do acordo, que deve acontecer nos próximos dias, está a ser preparada. Embora haja um princípio de acordo, o governo colombiano diz não haver local ou data estabelecida para a assinatura oficial.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) chegaram a um segundo acordo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos, sendo que o novo texto incorpora algumas das exigências daqueles que votaram “Não” no referendo de 2 de outubro.

O presidente colombiano informou que o novo acordo deve ser apresentado na próxima quarta-feira ao Congresso para debates e, embora também uma posição favorável à aprovação no Parlamento, onde tem maioria, disse que ainda é necessário chegar a um acordo com as FARC.

Ambas as partes insistem na necessidade de uma rápida aprovação e implementação do novo acordo, especialmente depois de anunciadas as mortes de dois membros das FARC em supostos confrontos com o exército, apesar do cessar-fogo decretado em 29 de agosto.

As negociações de paz pretendem acabar com um conflito armado de meio século que também inclui outras guerrilhas, paramilitares e agentes estatais.

O conflito já fez pelo menos 260.000 mortos, 60.000 desaparecidos e 6,9 ​​milhões de deslocados.

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