Segundo Nabil Abu Rdeneh, o apelo do líder palestiniano foi feito num telefonema com Jared Kushner, um dos principais conselheiros do presidente norte-americano, Donald Trump, em que se abordou a crescente tensão em Jerusalém, depois de as autoridades israelitas terem decidido instalar detetores de metais no acesso ao templo.

O porta-voz palestiniano indicou que Abbas alertou o também genro de Trump de que a situação em Jerusalém é "extremamente perigosa" e que "pode ficar fora de controlo" caso Israel não retire os equipamentos.

A polícia israelita instalou postos de controlo e detetores de metais junto aos acessos à Cidade Velha de Jerusalém, onde se integra a Esplanada das Mesquitas, venerada por muçulmanos e judeus (que lhe chamam Monte do Templo), após um ataque de palestinianos na sexta-feira passada ter matado dois polícias israelitas na zona.

Os líderes muçulmanos apelaram à contestação e a ações de protesto, alegando que as medidas de segurança são parte de uma campanha israelita que visa expandir o controlo de toda a Cidade Velha de Jerusalém.

Pouco depois da divulgação da conversa telefónica entre Abbas e Kushner, a polícia israelita, através da porta-voz Luba Samri, garantiu que os detetores de metais vão manter-se nos postos de controlo de acesso à Esplanada das Mesquitas, embora tenha admitido a possibilidade de serem desativados.

"A polícia pode decidir sobre o nível de segurança e de controlo", sublinhou a porta-voz, deixando no ar a possibilidade de as medidas poderem ser aliviadas.

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