“Estou muito preocupado em preservar um mínimo de denominadores comuns árabes e tentar evitar repercussões negativas sobre a ordem árabe”, disse Abulgueit aos jornalistas na sede da Liga Árabe, no Cairo.

Os países árabes não conseguiram chegar a um consenso na última quarta-feira, durante a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, sobre rejeitar a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de normalizar as relações com Israel, acordo que será assinado na terça-feira.

Na reunião da Liga Árabe, os palestinianos queriam incluir uma rejeição ao acordo dos Emirados, mas encontraram oposição dos próprios EAU, Jordânia, Omã e Bahrein, que anunciou na sexta-feira a sua decisão de seguir os passos dos Emirados.

Abulgueit explicou que os ministros demonstraram que existe “um fator comum que une todos os países árabes”, que é a exigência do fim da ocupação israelita desde 1967 e o estabelecimento de um Estado palestiniano independente para “alcançar a paz” no Médio Oriente.

O secretário-geral da Liga Árabe acrescentou que, apesar das divergências, todos os membros do corpo “estão comprometidos em apoiar plenamente as exigências palestinianas e os direitos estabelecidos e formulados pelo lado palestiniano” e rejeitam os planos de Israel para a anexação dos territórios palestinianos e o reconhecimento de Jerusalém como capital israelita.

“A região não conhecerá estabilidade ou segurança reais se a solução dos dois Estados (Israel e Palestina) não for alcançada”, disse Abulgueit.

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