“Neste momento de dor e consternação, e ainda sem se conhecerem as causas de tão trágico acidente quando se verificavam condições meteorológicas muito adversas, recordamos a importância que este equipamento representa para a região transmontana e a luta que foi travada para assegurar a sua manutenção na base de Macedo de Cavaleiros, para um mais rápido e eficaz auxílio às populações”, observa a autarquia do distrito de Bragança, referindo-se a uma batalha que chegou à justiça e se prolongou durante cerca de quatro anos, para impedir a saída do helicóptero do INEM da base daquele concelho.

Em comunicado, a câmara elogia o “elevado espírito de altruísmo e resiliência” das quatro vítimas do acidente em Valongo, destacando que “o médico Luís Veja, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo assumiram, também eles, um papel fundamental no apoio e no auxílio às populações da nossa região”.

“O município de Macedo de Cavaleiros manifesta o seu mais profundo pesar pela perda de quatro vidas humanas ocorridas na sequência de um acidente com um helicóptero ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”, escreve a autarquia.

Para a câmara, trata-se de “uma perda irreparável de quatro profissionais que consagraram a sua vida a salvar a vida dos outros, ao serviço da Emergência Médica, como sucedeu, aliás, na ativação deste voo”.

A aeronave que caiu no sábado ao fim da tarde em Valongo, regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de um doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto", segundo informou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Em maio de 2016, o então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assinou com os 12 presidentes de Câmara do distrito de Bragança um protocolo que acabou com os processos judiciais em curso, garantindo a permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros.

O novo acordo colocou um ponto final em quatro anos de litigância entre o Governo e os autarcas, que se comprometem a retirar os processos dos tribunais depois de, pelo menos, 60 mil euros gastos em ações jurídicas.

O ministro da Saúde considerou um “ato de justiça” a permanência do meio nesta região, depois do processo desencadeado em 2012, quando o INEM anunciou a sua deslocalização para Vila Real.

O helicóptero nunca chegou a ser retirado, depois de manifestações populares e de os autarcas se juntarem e apresentarem em tribunal providências cautelares e ações judiciais, que o INEM foi contestando e que foram tendo decisões contraditórias, a última das quais favoráveis aos presidentes de Câmara.

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