O investimento contínuo no carvão em todo o mundo é “um verdadeiro absurdo”, no combate ao aquecimento global, considerou, durante a cimeira, citado pela agência AFP.

Macron defendeu “inversão de marcha absoluta” neste contexto.

Para Macron, “os países emergentes devem abandonar o carvão”, mas, destacou, “os países do G7 devem dar o exemplo e comprometer-se a acabar com a utilização do carvão nos seus países antes dos outros, ou seja, antes de 2030”, afirmou, recordando o compromisso da França de encerrar a sua última central elétrica a carvão até 2027.

Para o presidente francês, “o G7 tem uma grande responsabilidade”.

“Temos de permitir que os países emergentes recuperem o seu atraso económico, é um elemento de justiça. Mas esta recuperação não deve ser feita com base em energias baseadas no carbono, nomeadamente no carvão”, defendeu.

Macron disse ainda que “as centrais elétricas existentes, que se concentram hoje em grande parte na Ásia, emitirão sozinhas CO2 suficiente para que ultrapassemos o objetivo de 1,5°C”, o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris.

No que diz respeito a França, o presidente disse que o país terá “de virar definitivamente a página do petróleo até 2040-45 e do gás até 2050”.

A COP28 decorre até 12 de dezembro e reunirá milhares de líderes mundiais, ativistas, cientistas, representantes da indústria e da sociedade civil para procurar soluções para o futuro climático e energético do mundo.

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