Filipe Rebelo falava à agência Lusa durante uma ação de campanha na freguesia da Calheta, no concelho com o mesmo nome.

“As pessoas vêm ter connosco e dizem-nos que não vale a pena votar porque ganham sempre os mesmos. As sondagens deveriam ser proibidas, pois já temos uma abstenção bastante grande”, disse.

Para Filipe Rebelo, a verdadeira sondagem vai ser no domingo, dia da ida às urnas.

“Deveria haver um papel mais interventivo no sentido de se proibir as sondagens durante a campanha. Na pré-campanha tudo bem, mas na campanha defendo que devia ser proibida”, referiu.

De acordo com o candidato do PDR, quem tem assento parlamentar tem mais força e os partidos pequenos não têm qualquer espaço nessas sondagens.

“As perguntas que são feitas iludem a opinião pública. As pessoas dizem-nos: ‘para quê votar?’”, contou.

Filipe Rebelo destacou à Lusa que o PDR tem estado a fazer “um trabalho árduo” no terreno para dizer às pessoas que é importante votar.

O candidato referia-se aos resultados da sondagem da Universidade Católica Portuguesa realizada no último fim de semana, e divulgada pela RTP na terça-feira, que aponta para uma vitória do PSD (38%), seguido do PS (29%).

BE e CDS-PP ficam, nesta sondagem, com 5%, o JPP com 4%, a CDU (PCP-PEV) com 3%, o PAN com 2% e o Aliança e o MPT com 1,5% cada.

Durante a ação na Calheta, o candidato destacou o papel importante da agricultura e das pescas na freguesia.

“Não é só o turismo que é importante para a população. Os setores agrícola e piscatório são muito importantes. Temos também a área desportiva e de lazer como o surf”, disse.

O candidato do PDR contou que existe alguma revolta dos surfistas da zona devido à colocação de um quebra-mar no Jardim do Mar que veio prejudicar a prática da atividade.

“Há também o caso da marina do Lugar de Baixo, uma construção gigantesca, que não tem fim à vista. São os madeirenses que estão a pagar a dívida de seis milhões de euros”, disse.

O PDR de Marinho e Pinto faz este ano a sua estreia numas eleições legislativas regionais na Madeira.

Nas regionais de 29 de março de 2015, o Tribunal do Funchal recusou a lista apresentada pelo partido por razões relacionadas com os prazos, entre a sua constituição e a apresentação do projeto para o ato eleitoral.

As eleições regionais legislativas da Madeira decorrem no domingo, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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