No mesmo dia em que se conhecem os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) divulgou também outros dados sobre a forma como os alunos chegam às universidades e politécnicos.

Os dados mais recentes referem-se ao ano letivo 2019/2020 e a maioria daqueles que entraram no superior fizeram-no através do regime geral de acesso (74%), tendo quase todos se candidatado ao concurso nacional.

No entanto, o ministério sublinha que “os dados mostram que a distribuição dos estudantes pelas diferentes vias de ingresso apresenta algumas diferenças entre o subsistema universitário e o subsistema politécnico”.

Acima da média da generalidade das instituições públicas de ensino superior, as universidades receberam 78% dos seus novos estudantes através do regime geral de acesso.

Além desta, as vias mais comuns foram a mudança de curso e instituição (6%) e o regime para maiores de 23 anos (5%), sendo que a percentagem de entradas foi 0% em dois dos regimes possíveis (para titulares de cursos de especialização tecnológica e de curso técnico superior profissional).

“Os estudantes das instituições politécnicas tiveram origem num leque mais diversificado de vias de ingresso, em associação com a sua forte implantação regional e orientação profissionalizante, recebendo apenas 70% dos seus novos alunos pelo regime geral de acesso”, refere a nota do MCTES.

Nos politécnicos, a mudança de curso e o regime especial para maiores de 23 anos também estão entre as vias alternativas mais frequentes, mas nessa lista junta-se o regime para titulares de curso técnico superior profissional (6%). Através da opção para pessoas com cursos de especialização tecnológica, entraram nesse ano 129 alunos (1%).

Por outro lado, a mesma nota faz também um balanço da situação dos finalistas do secundário do ano letivo anterior e os dados mostram uma grande discrepância entre os alunos dos cursos profissionais e dos cursos científico-humanísticos.

Se em 2019/2020 a grande maioria dos estudantes que terminaram o secundário em cursos científico-humanísticos estavam no ensino superior, apenas 19% dos alunos do profissional seguiram o mesmo caminho e muitos daqueles que o fizeram escolheram outros tipos de curso.

“A quase totalidade dos diplomados na modalidade científico-humanístico que ingressa no ensino superior frequenta licenciaturas e mestrados integrados ao passo que os estudantes provenientes do ensino profissional frequentam maioritariamente cursos técnicos superiores profissionais”, refere a tutela.

Os cursos técnicos superiores profissionais, ou TESP, são cursos lecionados exclusivamente no ensino superior politécnico, habitualmente de dois anos e orientados para uma atividade profissional.

Segundo os dados da Direção-Geral do Ensino Superior, no ano letivo de 2019/2020 estavam inscritos mais de 17 mil alunos nestes cursos, e as estimativas das instituições apontam que este ano poderão entrar mais cerca de 8.500 novos estudantes.

Esta oferta tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos e entre 2014 e 2020 o número de cursos TESP passou de 93 em 44 localidades e com vagas para 2.869 alunos para 869 cursos, em 129 localidades e com disponibilidade para 26.789 alunos.

“Para 2021/2022, já se encontram autorizadas 134 localidades distintas, prevendo-se, até ao momento, mais 5 novas localidades face ao ano transato”, acrescenta a tutela.

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