Uma porta-voz da polícia do Capitólio, citada pela imprensa norte-americana, confirmou que 22 pessoas foram detidas, sob a acusação de conduta desordeira.

A mesma porta-voz referiu que pelo menos outros seis manifestantes foram retirados da sala onde está a decorrer a audição pública de Brett Kavanaugh, que hoje começou a ser ouvido pela Comissão Judicial do Senado (câmara alta do Congresso dos Estados Unidos) no âmbito do processo de confirmação para um lugar de juiz no Supremo Tribunal.

A polícia afirmou que atualizará estes dados ao final do dia.

O movimento Women’s March (A Marcha de Mulheres) emitiu um comunicado, também citado pela imprensa norte-americana e internacional, a informar que mais de 30 mulheres, incluindo membros fundadores do grupo, tinham sido detidas durante a audição de hoje.

“As mulheres estão a perturbar esta audição de hoje, porque as nossas vidas estão em risco. As mulheres vão morrer se Kavanaugh for confirmado”, afirmou Rachel O’Leary Carmona, diretora de operações do movimento, citada no comunicado.

No início dos trabalhos da audição, vários senadores democratas que integram esta comissão do Senado exigiram o adiamento da audição de Brett Kavanaugh, cuja nomeação, e respetiva confirmação, dará ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos um cunho fortemente conservador nas próximas décadas.

As agências internacionais relataram que o pedido dos representantes democratas, que foi rejeitado, suscitou aplausos e gritos de manifestantes que estavam dentro da sala da audição.

Segundo o relato da agência norte-americana Associated Press (AP), um dos manifestantes gritou: “Um presidente ilegítimo não pode fazer uma nomeação vitalícia para o Supremo Tribunal”.

O Senado tem a última palavra sobre as nomeações, com caráter vitalício, para o Supremo Tribunal, instância que emite decisões sobre questões fraturantes, como aborto, controlo de armas, comparticipação de saúde, casamento para todos e peso dos sindicatos, entre outras.

O Supremo Tribunal, composto por um coletivo de nove juízes, é a mais alta instância judicial nos Estados Unidos.

Kavanaugh foi nomeado por Trump em 09 de julho, para ocupar o lugar de magistrado do Supremo Tribunal deixado vago após o anúncio da jubilação do conservador moderado Anthony Kennedy.

A sua nomeação causou muita controvérsia nos setores mais liberais da sociedade norte-americana, que apontaram o juiz como uma ameaça aos direitos e liberdades fundamentais.

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