Das pessoas em situação de sem-abrigo (PSSA) na condição de sem teto (a viver na rua), que eram 361 segundo a mais recente contagem, 89% são do género masculino, 10% do género feminino e 1% de outros géneros, referem os dados disponibilizados à Lusa pelo gabinete do vereador dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa.

O arco de idades não foi revelado, mas “não há crianças a viver na rua”, foi salientado.

São 31 os parceiros do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) de Lisboa, que prestam no terreno apoio às PSSA sem teto, principalmente ao nível de distribuição de refeições, roupa, produtos de higiene e de assistência médica.

Entre os que distribuem alimentação, roupa e produtos de higiene estão associações como o CASA, a Comunidade Vida e Paz, a Noor Fátima e o Exército de Salvação.

A assistência médica cabe a organizações como os Médicos do Mundo e as associações VoxLisboa e Ares do Pinhal, estas mais vocacionadas para a saúde mental e intervenção junto de pessoas com dependências.

Mais de metade das PSSA na cidade são acompanhados como sendo portadores de doenças mentais: são 57,62% do total os sem-abrigo sem teto que têm estas doenças, incluindo adições (consumo de droga e de álcool).

Estes são acompanhados pelo NPISA em articulação com equipas técnicas de rua, envolvendo o Centro Hospital Psiquiátrico de Lisboa, delegadas de Saúde Pública dos vários Agrupamentos de Centros de Saúde, por equipas da Câmara Municipal, pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS), pela Associação de Intervenção Comunitária Crescer, além da Ares do Pinhal.

Quanto à localização das principais comunidades destes sem-abrigo que vivem na rua, uma percentagem de 38,7% vive nas ruas da zona histórica de Lisboa, 26,6% na zona centro, 19,8% na zona ocidental e 10,3% na zona oriental.

Relativamente ao mesmo universo, 70% das PSSA têm nacionalidade portuguesa, 11,4% são cidadãos de outros países da Europa e 9,3% são originários de países africanos de língua oficial portuguesa.

Seguem-se cidadãos oriundos de países asiáticos (4,7%), do Brasil (2,5%), de outros países africanos (0,4%), de outros países americanos (0,3%) e 1,4% são de nacionalidade desconhecida.

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