Trata-se de um aumento de 36% em relação à necessidade estimada de 1,47 milhões de pessoas que podiam ser deslocadas para países terceiros este ano, explicou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Shabia Mantoo, ao apresentar as estatísticas.

Esta subida é atribuída “às consequências humanitárias da pandemia [de covid-19] e à emergência de novas situações de deslocação ao longo do ano passado”, disse a representante.

“Reinstalação” corresponde à transferência de refugiados de um país de asilo para outro Estado que concordou em admiti-los e, eventualmente, conceder-lhes residência permanente.

O processo oferece proteção e uma solução duradoura a dezenas de milhares de refugiados todos os anos, mas os lugares oferecidos pelos países são demasiado escassos para a quantidade de pessoas que precisam de ajuda.

Pelo sétimo ano consecutivo, os refugiados sírios, com cerca de 777.800 pessoas com necessidade de reinstalação, estão entre os que mais precisam de ser deslocados para países terceiros, seguidos pelos refugiados do Afeganistão (274 mil pessoas em risco de reinstalação), da República Democrática do Congo (190.400), do Sudão do Sul (117.600) e de Myanmar (antiga Birmânia), com mais de 114 mil.

No que diz respeito a Myanmar, a maior parte dos refugiados são pessoas da minoria muçulmana rohingya e são apátridas.

Em 2020, os encerramentos de fronteiras e as restrições de viagem impostas devido à pandemia de covid-19 exigiram, em muitos casos, uma suspensão temporária dos movimentos para os países de reinstalação, fazendo com que o processo de deslocação de refugiados descesse para o seu nível mais baixo de sempre, com apenas 22.800 partidas nesse ano.

Já em 2021, o número de refugiados reinstalados duplicou para 39.266, mas as soluções encontradas estão muito abaixo das necessidades, sendo que, segundo as estimativas do ano passado, eram precisos mais de 1,44 milhões de lugares de deslocação.

Dos poucos Estados que participam no programa de reinstalação do ACNUR constam os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a Austrália e os países nórdicos.

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