Depois da morte de mais de 150 pessoas numa semana no início de outubro, sobretudo manifestantes que exigiam na capital “a queda do regime”, os manifestantes viraram hoje a sua contestação contra as instituições públicas, as sedes de partidos políticos e grupos armados.

No sul do país, os manifestantes incendiaram ou saquearam duas sedes de governo local, em Nassiriya e Diwaniya, uma quinzena de sedes de partidos políticos e grupos armados e da poderosa coligação paramilitar Hachd al-Chaabi, principal aliado do Governo do primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi.

O aiatola Ali Sistani, alta autoridade religiosa xiita do Iraque, pediu hoje contenção aos manifestantes e às forças de segurança para evitar o caos durante os protestos.

O Iraque entrou em crise no dia 1 de outubro e durante cinco dias centenas de pessoas foram mortas, sobretudo em Bagdad.

Após uma interrupção, que se prolongou durante as peregrinações xiitas, os manifestantes voltaram hoje a pedir a “queda do regime”, precisamente na altura em que se assinala o primeiro ano do novo executivo iraquiano que implementou uma série de reformas económicas alvo de contestação.

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