“O Presidente da República não se pronuncia sobre a forma de funcionamento do parlamento. O parlamento é livre de definir. Ainda por cima, não vai ao Presidente, é um regimento interno que define como é que funciona e isso eu respeito”, disse o chefe de Estado, instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre o fim dos debates quinzenais.

Dizendo que apenas pode falar por si, antes de um jantar de trabalho com autarcas em Querença, Loulé, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que quando foi candidato presidencial discutiu “com todos os candidatos presidenciais” e que fará o mesmo caso venha a recandidatar-se.

“Se vier a ser candidato presidencial, uma coisa que não pensarei nisso antes de novembro, obviamente discutirei com todos os candidatos presidenciais”, frisou.

Perante a insistência dos jornalistas sobre o facto de o primeiro-ministro passar, agora, a ir apenas ao parlamento a cada dois meses, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou não poder acrescentar mais nada, pois tudo o resto seria imiscuir-se na “vida interna” da Assembleia da República.

“Não cabe ao Presidente estar a fazer essas apreciações, nem sobre o parlamento, nem sobre os líderes partidários. Os líderes partidários certamente quando decidem certas coisas, tem a exata noção das reações que suscitam nos portugueses, mas isso só eles que são os juízes da bondade ou menos bondade dos seus atos", concluiu.

Durante a tarde, o Presidente da República visitou o lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, em Loulé, no distrito de Faro, onde em abril se registou um foco de covid-19 que causou cinco mortos entre os utentes.

Marcelo Rebelo de Sousa seguiu depois para um jantar de trabalho com os presidentes de câmara do Algarve, na freguesia serrana de Querença, também no concelho de Loulé.

Esta é a terceira visita do chefe de Estado ao Algarve este mês, depois de já ter passado por Vila Real de Santo António e Lagos.

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