Não foram adiantados, por enquanto, quaisquer detalhes deste encontro entre o chefe de Estado português e o antigo Presidente e primeiro-ministro de Cuba.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou à capital cubana na terça-feira à noite, já madrugada de hoje em Lisboa, para uma visita de Estado inédita a Cuba, que termina na quinta-feira.

Fidel Castro, que está com 90 anos, esteve no poder em Cuba durante quase meio século, entre 1959 e 2006, quando se afastou por motivos de saúde.

Durante a última década, Fidel fez poucas aparições públicas, mas tem sido um anfitrião de Presidentes e de outras personalidades que visitam Cuba.

Hoje, em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que Fidel Castro assinala “um certo tempo”, lembrando que os jovens da sua geração "acompanhavam à distância" a figura do líder cubano, "uns concordando muito, outros discordando muito".

"Como sabem, eu não era propriamente dos apoiantes, não direi da personagem em si mesmo, mas da política que representava. Em qualquer caso, há na vida personalidades com as quais concordamos ou não concordamos, mas que assinam um certo tempo, isso é um facto", acrescentou.

Questionado sobre se imaginava algum dia encontrar-se com Fidel Castro, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Ah, não, isso eu não imaginava, pois se eu não imaginava ser Presidente da República".

Durante a tarde Marcelo Rebelo de Sousa cantou a "Guantanamera", com versos do poeta e mártir da independência de Cuba José Martí. Sorridente, bateu palmas ao ritmo da música e juntou-se ao coro no refrão, que fala numa mulher de Guantánamo, no leste de Cuba: "Guantanamera, guajira guantanamera".

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