“Já marchavas – primeira marcha pelos direitos LGBTI+ de Viseu”, que tem como lema “pela liberdade no amor e autodeterminação de género”, reúne “pessoas com diferentes histórias de vida, orientações sexuais, características sexuais, identidades e expressões de género”.

A organização da marcha recorda que, “em 2005, ocorreu em Viseu a primeira manifestação nacional contra a homofobia”, denominada Stop Homofobia.

“Na memória, guardamos os tristes acontecimentos que levaram à organização da mesma. Foram tempos de reação à violência homofóbica extrema”, afirma.

Agora, o objetivo é marchar “pelo presente e futuro, unindo a vontade de quem é proativo na defesa de direitos básicos do ser humano, na tentativa de eliminar a violência e a exclusão”, justifica.

Em março de 2005, associações de defesa dos direitos dos homossexuais denunciaram a existência de um “gangue” organizado de 30 pessoas que atacava sistematicamente aquela comunidade.

Dois meses depois, realizou-se na cidade a manifestação “Stop Homofobia”, que foi marcada por agressões verbais aos presentes.

Muitos deslocaram-se ao Rossio apenas para assistir à iniciativa, colocando-se nas extremidades daquela praça, e manifestaram o seu descontentamento com frases como “isto é uma vergonha”, “havia de ser no tempo de Salazar...”.

Um elemento da associação Opus Gay envolveu-se mesmo numa troca de palavras com um idoso que o abordou, mas os insultos vieram também dos mais jovens, nomeadamente de um grupo que, passando e vendo a concentração, teceu comentários que mereceram uma vaia dos manifestantes.

No domingo, os participantes vão marchar “pela diversidade de ser e amar”, sublinha a organização, acrescentando que, “para alguns e algumas”, as caixas oferecidas à nascença, “rosa e azul, menina e menino, representam uma jaula, uma visão limitada da humanidade”.

“Lutamos porque entendemos que todos os seres humanos devem ser respeitados na sua liberdade, porque uma sociedade que não imponha identidades ou papéis sociais é uma sociedade mais justa”, sublinha.

As duas dezenas de coletivos que apoiam a marcha querem que a individualidade e os direitos sejam respeitados “na rua, em casa, na escola, no emprego, nos hospitais”, e que o sistema policial e judicial os proteja e reconheça a existência de discriminação.

“E porque não queremos mais homicídios, mais suicídios, mais espancamentos, mais raptos, mais violações da comunidade LGBTI+ no mundo: marchamos!”, sublinham no seu manifesto.

A marcha parte às 15:30 do Jardim Sensorial de Santo António, em direção ao Rossio, onde será lido o manifesto, e o microfone ficará disponível para quem quiser falar.

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