A cerimónia de cremação de Maria José Valério realiza-se no sábado, dia 06, às 18:00, no Centro Funerário de Cascais, distrito de Lisboa.

A cantora morreu hoje no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internada desde finais de fevereiro último, e foi uma das vítimas do surto de covid-19, detetado na Casa do Artista, em Carnide.

De nome completo Maria José Valério Dourado, a cantora nasceu a 03 de maio de 1933, na Amadora, e protagonizou êxitos como "Olha o Polícia Sinaleiro" e "As Carvoeiras".

Sobrinha do compositor Frederico Valério (1913-1982), na década de 1950 participou em vários espetáculos de variedades da antiga Emissora Nacional, e nas emissões experimentais da RTP, na Feira Popular, em Lisboa, depois de ter frequentado o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora.

Em 1960, foi eleita rainha da Rádio de Goa, território então sob administração portuguesa e, dois anos depois, casou-se com o matador de touros José Trincheira, acontecimento que marcou a atualidade da época, com transmissão em direto pela RTP e bênção pontifícia.

Em 2004, a cançonetista recebeu a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa, grau ouro.

Em maio de 2009, o município da Amadora inaugurou um centro cultural com o seu nome, na freguesia da Venteira.

Em 2017, liderou, com o cantor António Calvário, o espetáculo "Do musical à revista".

O repertório de Maria José Valério, dividido entre o fado e a canção ligeira, inclui temas como "Cantarinhas", "Fado da Solidão", "Expedicionário", "Um Dia", "Casa Sombria", "Deixa Andar", "Férias em Lisboa", "Longos Dias", "Lisboa, Menina Vaidosa", "Nunca Mais", muitos da dupla de autores Eduardo Damas e Manuel Paião, que assina também a "Marcha do Sporting".

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