"Viemos dirigir as nossas condolências ao PS e à família de Mário Soares. Saudamos a memória do combatente antifascista, anticolonialista", afirmou Catarina Martins, ladeada pela eurodeputada e ex-candidata à Presidência da República Marisa Matias e pelo também dirigente bloquista Luís Fazenda.

A deputada do BE sublinhou que Soares "teve uma história política longa, muitas vezes em confronto com a esquerda, outras vezes em aliança", mas reconheceu: "é, seguramente, uma figura que marca o século XX e a nossa democracia".

Uma comitiva do PCP, composta pelo líder parlamentar, João Oliveira, o vice-presidente da bancada comunista António Filipe e pelo membro do secretariado nacional do Comité Central José Capucho é ainda esperada na sede socialista.

Durante a manhã, o presidente do PSD e líder da oposição, Pedro Passos Coelho, também assinou um dos quatro livros de condolências disponíveis a toda a população no Palácio Praia do largo do Rato.

Neste momento, há uma fila contínua desde o 'hall' de entrada do edifício cor-de-rosa até ao salão nobre, onde estão três dos livros, enquanto no piso térreo há um outro volume para pessoas que tenham maior dificuldade de locomoção.

Mário Soares morreu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de segunda-feira, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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