Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), estes cidadãos provocaram “danos materiais em portas, vidros, tubagens e equipamentos” que obrigaram ao encerramento temporário do centro, no aeroporto do Porto, e permanecem detidos nas instalações da PSP e GNR.

Os 11 cidadãos pertenciam ao grupo de 22 migrantes, oriundos do Norte de África, que seguiam numa embarcação intercetada pela Polícia Marítima, no passado dia 15 de junho, quando os tripulantes se preparavam para desembarcar na Praia de Vale do Lobo, no Algarve.

O SEF explica que os 11 cidadãos reagiram “de forma violenta” quando foram notificados da decisão judicial que determinou a manutenção nos centros de instalação temporária, por mais 30 dias, dos elementos do grupo que desembarcaram em junho ao largo da Praia de Vale do Lobo, no Algarve.

Esta decisão do Tribunal de Loulé foi tomada “enquanto se aguarda autorização das autoridades marroquinas para execução do seu afastamento do território nacional, atentos os constrangimentos vigentes face ao contexto da pandemia de covid-19”, explica o SEF.

“Os cidadãos em causa foram, em devido tempo, notificados da decisão proferida sobre os pedidos de proteção internacional que formularam, os quais foram considerados infundados, pelo que atualmente subsiste o processo de afastamento coercivo”, acrescenta o SEF.

“Recorda-se que três cidadãos deste grupo já se haviam evadido daquele espaço no passado dia 03 de julho, tendo sido localizados no próprio dia e ali reinstalados”, acrescentou o SEF, sublinhando que se está “a acompanhar a situação, em conjunto com a Polícia de Segurança Pública”.

Os desacatos no centro de acolhimento temporário do aeroporto Francisco Sá Carneiro foram noticiados hoje de manhã pela RTP, que explicava que os 11 homens desencadearam “um motim” nas instalações do centro, tendo provocado “danos avultados”, o que obrigou à “intervenção de unidades especiais da PSP”.

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