A pandemia obrigou todas as crianças a estudar a partir de casa. Mas para além das aulas virtuais dos ensinos público e privado, a covid-19 trouxe outra novidade para quase duzentos alunos: o regime de ensino doméstico. Os dados do ministério da Educação apontam para um crescimento de 38% neste método de ensino. Se no ano letivo passado havia 524 alunos assim matriculados, este ano são 723.

Apesar disso, nos últimos três anos letivos, o de 2018/2019 continua a ser aquele com maior número de inscrições neste regime: 866 alunos. Lisboa e Vale do Tejo (352) e a região do Norte (178) são as que reúnem mais estudantes neste modelo. Já as que têm menos são o Alentejo (16), o Algarve (77) e o Centro (100). Os números das regiões autónomas não são contabilizados pelo ministério.

A maior parte dos alunos neste regime frequentam o 3.º e o 4.º anos do ensino básico, com 108 e 104 alunos em cada nível, respetivamente. Trata-se de uma evolução dos números do ano passado, que somavam 81 crianças no 2.º ano e outras 81 no 3.º.

Em Portugal existem quatro tipos de ensino alternativo, sendo o ensino doméstico um deles. O tutor da criança tem de ser licenciado e de viver na mesma casa que o aluno. O processo tem depois de ser avaliado e aprovado. Apesar de o método de aprendizagem ser livre, os alunos serão na mesma avaliados no final de cada ciclo de ensino — nos 4.º, 6.º, 9.º e 12.º anos.

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