“Tivemos uma intensa trovoada de verão, com chuva muito intensa e queda de granizo durante alguns minutos”, explicou o autarca de Chaves, no distrito de Vila Real, Nuno Vaz.

Ao início da noite de terça-feira, choveu mais em Chaves durante uma hora e meia do que em média choveu durante todo o mês de agosto nos últimos anos, disse ainda.

A chuva forte levou a 17 ocorrências por inundações, quer em habitações ou estabelecimentos comerciais quer em edifícios públicos.

Nuno Vaz explicou que o pavilhão Expoflávia sofreu a queda de placas internas, o arquivo municipal corrente teve uma inundação de água de 20 centímetros e o edifício do serviço de águas teve também uma inundação na zona do arquivo.

“Não sabemos ainda a dimensão e os prejuízos económicos, mas esta situação veio agravar aquela já vivida no concelho nos últimos 15 dias, com dois incêndios, um deles muito relevante”, destacou.

No centro da cidade, junto à ponte romana e ao rio Tâmega, vários restabelecimentos comerciais sofreram com as inundações.

Segundo Leopoldina Abreu, proprietária de um comércio de material de pesca, recordações e ferramentas, a água entrou no estabelecimento durante a noite.

“Entrou água, lama e terra na loja e atingiu algumas caixas de cutelarias. A rua onde estamos devia ser arranjada, pois tem uma lomba ao meio e desce nas laterais e a água entra nos edifícios”, explicou.

Para o presidente da Câmara de Chaves, o trabalho das corporações dos bombeiros do concelho permitiu resolver rápido as ocorrências e “evitar consequências negativas”.

Fora da zona urbana, vários terrenos agrícolas sofreram com a queda de granizo, causando prejuízos em culturas como o milho, batata, uvas ou quivis.

Berlarmino Magalhães viu as suas culturas serem destruídas devido à queda de grandes pedras de gelo.

“O prejuízo foi grande. Na horta os pimentos ficaram mesmo esburacados com as pedras de gelo, mas estragou-se também o feijão-verde e os tomates”, realçou, acrescentando que o seu terreno com cultura de milho também ficou destruído.

Nos terrenos à volta da sua habitação era possível ver ainda, por volta das 12:00, pedras de gelo resultantes da queda de granizo.

Para o autarca de Chaves, a intempérie agrava ainda “o sentimento de alguma desolação” que já existia por causa da pandemia e “tem impacto negativo na comunidade”.

“Fenómenos da natureza como estes acontecem cada vez com mais frequência. Teremos todos que salvaguardar mais e melhor este tipo de consequências, tendo seguros que cubram este tipo de prejuízos”, frisou Nuno Vaz.

Bienal suspensa

A inauguração da 10.ª edição da exposição Bienal Internacional de Gravura do Douro em Chaves, prevista para hoje, foi cancelada devido aos estragos sofridos no pavilhão Expoflávia causados pelo mau tempo, revelou também o presidente da câmara.

“Não há condições de segurança e, não estando estas garantidas, não temos condições para prosseguir com a inauguração e a abertura ao público. Não podemos correr riscos nenhuns para com a integridade e a vida das pessoas”, destacou o autarca de Chaves, no distrito de Vila Real, Nuno Vaz.

O mau tempo que se fez sentir em Chaves na terça-feira à noite causou danos no pavilhão Expoflávia, causando a queda de várias placas da estrutura do teto.

A exposição, que estava aberta ao público desde dia 10 de agosto no pavilhão Expoflávia, ia ser inaugurada às 21:30 de hoje, mas foi suspensa “por razões de segurança” e a reabertura será “agendada oportunamente”.

“Estamos a fazer a avaliação do que são os danos e as consequências dos mesmos. Os serviços técnicos municipais competentes estiveram aqui logo de manhã a realizar essa avaliação”, frisou Nuno Vaz.

O autarca garantiu que, seja no local previsto ou num local alternativo, a exposição irá ser inaugurada e aberta ao público.

“O mais importante é a segurança de pessoas e bens. A exposição far-se-á neste ou em outro espaço e apenas com o incómodo de não ser na data prevista”, atirou.

A Bienal Internacional de Gravura do Douro celebra este ano a 10.ª edição, com uma homenagem ao artista plástico Silvestre Pestana, e espalha-se por 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal, anunciou a organização.

Na edição de 2020, o evento arrancou no dia 10 com uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana, poeta, artista plástico e performer, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no ano em que esta unidade museológica também comemora 10 anos.

Silvestre Pestana nasceu em 1949 no Funchal, Madeira, e criou desde os finais da década de 60 do século passado uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas.

A bienal prolonga-se depois até 31 de outubro com a realização de 16 exposições, conferências e oficinas, contando com a participação de 625 artistas, oriundos de 64 países, e com a exposição de 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal.

O evento vai espalhar-se ainda por Alijó, Bragança, Chaves, Favaios (Alijó), São Martinho de Anta (Sabrosa), Vila Nova de Gaia e Vila Real.

(Artigo atualizado às 14:37)

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