Fonte oficial da Metro do Porto explicou à Lusa que “houve alguma recuperação nos atrasos” na operação, mas estes mantêm-se “em todas as linhas”, porque a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) demora “algum tempo” a recuperar a operação de manutenção das viaturas, que esteve parada ou condicionada durante a greve iniciada a 12 de março e desconvocada a 27 de abril.

“Esperamos, na próxima semana, conseguir dar o passo no sentido da normalidade da operação. Contamos aproximar-nos da operação normal do Metro do Porto, que se caracteriza pelo cumprimento de horários e frequências de passagem”, acrescentou.

A mesma fonte da Metro do Porto esclareceu que, apesar de a greve ter terminado a 28 de abril, as “consequências do período prolongado de greve” ainda “se fazem sentir”, porque durante cerca de um mês não se realizaram os serviços de reparação de avarias nas composições nem a manutenção preventiva programada.

No seu site, a empresa alerta que “as consequências da greve serão ainda sentidas durante alguns dias, até que a EMEF recupere a manutenção em atraso e a generalidade dos veículos da frota do Metro possa voltar a estar operacional”.

Em comunicado, a Comissão Coordenadora Distrital do BE do Porto acusou a administração da Metro do Porto de “mentir e atacar os trabalhadores da EMEF” e defendeu que “é preciso falar verdade aos passageiros do metro do Porto”.

“Para se entender o facto de terem estado inativos 30 dos 72 veículos Eurotram, com os consequentes constrangimentos no serviço, é preciso ter em conta as decisões tomadas pelo anterior governo do PSD e CDS/PP”, diz o BE.

Para os bloquistas, estas decisões foram “absolutamente prejudiciais para a Metro do Porto” porque não permitiram “há três anos, o início dos trabalhos de revisão completa dos veículos aos 960.000 quilómetros”.

O BE do Porto defende que “o atual Governo tem que investir na EMEF e nos seus trabalhadores, em vez de usar os excedentes financeiros obtidos no último ano na redução do défice”.

“A Metro do Porto precisa de novos investimentos para responder melhor ao crescente número de passageiros. A prioridade do governo tem que ser o reforço dos serviços públicos da saúde, da educação e dos transportes, aumentar a oferta de habitação para todas e todos, e não a satisfação dos mandantes de Bruxelas”, afirmam.

A greve dos trabalhadores da EMEF foi desconvocada a 27 de abril após ter sido assinado um acordo entre sindicatos, administração da empresa e tutela, revelou na altura à Lusa fonte sindical.

Paulo Milheiro, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários (SNTF), afirmou ter sido negociada uma atualização salarial de 23 euros para os operários e de 16 euros para as restantes categorias, assim como um aumento do subsídio de turno dos atuais 48 euros para 99 euros para os trabalhadores abrangidos, nomeadamente nas oficinas de Guifões (Matosinhos) e nas oficinas dos Alfa pendulares, em Contumil (Porto).

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