Segundo o tribunal, os migrantes “ficam à guarda do SEF a aguardar os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado”.

A informação foi prestada pelo SEF num comunicado divulgado hoje à tarde.

Os migrantes oriundos do Norte de África, intercetados na ilha Deserta, na terça-feira, foram ouvidos no Tribunal Judicial de Faro por entrada e permanência irregular em território nacional.

A audição ocorreu entre hoje e quinta-feira, através de videoconferência, depois de dois deles terem acusado positivo nos testes de despistagem à covid-19.

Na quarta-feira, a diretora nacional do SEF, Cristina Gatões, referiu que os migrantes que testaram positivo estão separados dos restantes membros do grupo, “dando cumprimento às determinações da autoridade de saúde”.

Os migrantes estão instalados na Base de Apoio Logístico (BAL) de Quarteira, no concelho de Loulé, desde a tarde em que desembarcaram.

No comunicado, o SEF adianta ainda que os 28 migrantes - 24 adultos do sexo masculino, três do sexo feminino, uma das quais grávida, e um menor - viram-lhes ser garantidas todas as necessidades básicas de alimentação e assistência médica.

O SEF ressalva ainda que “os elementos do grupo irão permanecer em isolamento”, uma vez que dois deles acusaram positivo para a covid – 19, enquanto ambos os infetados estão a cumprir quarentena profilática, de acordo com “as determinações da Autoridade Regional de Saúde”.

As autoridades intercetaram, na terça-feira, o grupo de migrantes que desembarcou ilegalmente na ilha Deserta e se colocou em fuga de seguida.

O comandante da Zona Marítima do Sul explicou na ocasião que o grupo de 28 migrantes seguiu depois “em trânsito para o cais comercial de Faro a bordo de embarcações da Polícia Marítima e da GNR”, sendo posteriormente transportado de autocarro para Quarteira, onde foi sujeito à realização de testes de despiste à covid-19 e ficou a cargo do SEF.

A embarcação em que os 28 migrantes chegaram à ilha tem cerca de sete metros e é semelhante às usadas nos outros cinco desembarques ilegais registados na região desde dezembro.

O desembarque foi comunicado às autoridades via 112 por pessoas que se encontravam na praia, naquela ilha, que não possui habitantes e apenas tem um restaurante e um apoio de praia.

Este é o sexto de desembarque ilegal na costa algarvia envolvendo migrantes do Norte de África.

O mais recente caso ocorreu em julho, quando um grupo de 21 homens, alegadamente marroquinos, desembarcou na ilha do Farol, também no concelho de Faro.

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